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sexta-feira, março 01, 2013

Sobre alguns relacionamentos




Relacionamentos doentios, obsessões e afins também são tão nocivos quanto as drogas. As pessoas que vivem em função disso procuram uma forma de se anestesiar o tempo todo, usam o Outro como foco e fogem de si mesmas. Cuidar da própria vida dá trabalho porque exige um aprimoramento que é um exercício diário. Mas é delicioso ser sua melhor companhia. Na teoria parece muito fácil, mas não é. Eu sei. Só que nem ao menos vejo as pessoas tentando. Me perguntam como conseguir se desvencilhar de alguém que subtrai, suga, machuca. Digo que ADEUS foi feito para isso. Respondem: “mas é tão difícil!”. Ora, se fosse fácil ninguém sofreria. O imediatismo faz o ser humano se expor e se submeter a circunstâncias de alívio imediato catastróficas. E que nada mais é do que postergar a cura de uma dor que precisará ser cuidada adiante. É um insulto tentar tornar o Outro, aquele que te rejeita, refém da sua loucura com as inúmeras tentativas de ver nas entrelinhas de um gesto educado, esperança para algo maior.
É uma insanidade viciar-se na adrenalina da manipulação do “não te quero, mas não te deixo” e ficar idealizando histórias sólidas com pessoas afetivamente indisponíveis, sejam comprometidas ou não. Neste caso, só há fragilidade e um tempo perdido que jamais será recuperado. E você só dá sua carência, não o seu amor.

Marla de Queiroz

4 comentários:

Milene Cristina disse...

É terrível mais é a pura verdade, vira um vício, um sentimento sem razão. Ficamos perdidos de nós mesmos. O mais difícil de dizer adeus, é por que além de vício, acostumamos amar assim, ou melhor dizendo. Nos acostumamos à deixar de nos amar.beijo!!

Silvya disse...

Preciso, de uma vez por todas, ouvir isso.

Mara Sardinha disse...

Apavorô!! vc é demais!

Ana Paula Costa disse...

Perfeito MArla...te ler tem me feito tão bem...minha cura...