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quinta-feira, junho 28, 2012

Sobre adicionar e remover


Foto: Bruno Fagotti


Tenho tentado não agir por impulso. E vejo com clareza, após pensar, repensar e estudar os vários ângulos possíveis de uma situação, o que devo remover e acrescentar na minha vida. Infelizmente, isto também inclui pessoas. E pessoas que, em determinado momento, tiveram uma importância primordial na minha existência. Mas eu mudei, elas mudaram. E não foram apenas as idiossincrasias que nos afastaram, mas simplesmente, ter valores que não se casavam mais, desconfortos maiores que alegrias, disputas estéreis, uma necessidade insaciável de despertar emoções negativas, e um vácuo enorme onde havia abraço. Onde havia amor (?).
Não foi fácil, não tem sido, mas tenho me sentido mais coerente com as coisas que me propus a viver. Com as coisas que eu tenho para dar e derramar. Com o espaço que abro para o tipo de relações de trocas reais, de afetos sinceros, de atitudes maduras, de comportamentos honestos. Não quero amar apenas quem é amorável, quero amar quem merece ser amado. Por causa e apesar de. E eu brindo o que é recíproco mesmo que não seja idílico. Tenho plena consciência de que na diferença que o Outro me traz é que aprendo, mas que venha com transparência. Eu prezo pessoas de verdade, estas me são caras. Os fakes eu respeito e deixo que sigam. Não há problema nenhum em nada e ninguém, desde que eu saiba que sobre a minha vida, a mim me cabem as escolhas. E eu dou o meu melhor e mereço receber o melhor também.
E todo este meu trabalho interno poderia ser resumido assim: eu quero crescer para mim mesma.

Marla de Queiroz

7 comentários:

Yohana Sanfer disse...

Lindo, Marla! Um transbordar de sentimentos, de transparência... ...escrevi esses dias sobre coisas que se perdem e digo que hoje em dia tb opto pela reciprocidade. Que essa seja uma premissa para qualquer relação.
Um beijo!

Hugo Dalmon. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Marla, sou leitora fiel do teu blog há algum tempo. As tuas palavras, por vezes, dizem tudo aquilo que eu gostaria de gritar para o mundo, por vezes, simplesmente sussurrar no ouvido de alguém. Não é tão difícil afastar de nós aqueles que não querem estar ao nosso lado. Difícil mesmo, é ver dobrar a esquina aquela pessoa que você gostaria de pedir pra ficar, de ir junto e não o fazer por medo. Difícil é não chorar ao ver o seu "Alguém" partir, partindo assim seu coração, levando consigo um tanto dele. Talvez esses meus devaneios não façam nenhum sentindo, ou talvez, todo o sentido.
Sou admiradora das tuas palavras, da tua escrita. Sinta-se abraçada.
Diana. P. Lopes
e-mail:
dianapl@hotmail.com.br

Dulce Miller disse...

Entendo perfeitamente... a identificação com o teu texto foi plena e serena :)

Beijos

Ser Jovem tem dessas coisas ... disse...

tenho feito, tenho sentido, mas tenho revigorado na inovação de ser quem eu sou!

Júlia Brum disse...

Você nasceu pra escrever! Tem o dom de dizer as coisas que me engasgam com uma naturalidade impressionante. Foi abençoada com isso. Meus parabéns, abraços, minha admiração.

Ana Paula Costa disse...

Vc me representa...