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quinta-feira, dezembro 29, 2011

Gratidão eterna!



Meus amores. Ontem eu completei 1.728 luas. E vocês encheram o meu dia de luz. Pude sentir a vibração de amor de cada um e passei a madrugada lendo TODAS as mensagens. E foram muitas, muitas mesmo. Eu, sinceramente, não sei como agradecer esse derramamento de boas energias... o que posso fazer é desejar que vocês tenham uma vida tão plena de tudo que é tão maravilhoso e que desejo para mim também. Inspiração para a vida, criatividade para encontrar caminhos até então inexistentes, muita sabedoria para conduzir as coisas, um coração sossegado, uma alma livre, uma mente aberta, uma sensibilidade aflorada, generosidade para estender a mão para o outro, capacidade de perdoar a si e a todos, força para não se deixarem ferir, disposição para serem produtivos e alegres. Estejam inteiros, libertem-se de quaisquer coisas que amarrem seus sonhos. Sejam originais, não temam o que os outros vão pensar se forem exuberantes e brincarem. Divirtam-se sem fogos de artifícios. Façam da felicidade um ofício, uma represa. Vocês podem jorrar de entusiasmo, vocês podem conquistar qualquer coisa com abundância desde que seus desejos sejam justos. Vivam com honestidade e transparência apesar da malícia de alguns, da maldade de outros, contaminem com o otimismo, não se deixem ser contaminados pelo pessimismo. Ditem suas próprias regras do jogo, não joguem, seduzam só o que lhes interessar, não economizem elogios, julguem a ação, não a pessoa inteira_ não sejam críticos demais. Lembrem-se do dinamismo de tudo, da mudança perene. Sejam gratos, reclamem menos, percebam as conquistas diárias, valorizem-se! Respeitem, cobrem o mesmo. Busquem assertividade e posicionamento sem agressividade. Aprendam a receber amor, a pedir ajuda, a doar sem doer. Ensinem o que aprenderem de positivo. E sejam tão felizes, meus amores, tão amados, tão desapegados do sofrimento, tão inteligentes a ponto de se darem mordomias emocionais quando estiverem melancólicos. Apaixonem-se, façam sexo com verdade e vontade, sejam boas companhias para si mesmos, se estiverem em solitude, aproveitem para crescer e fazer por vocês o que gostariam que outros fizessem. Não celebrem a vida só em datas comemorativas. Nós temos uma dádiva nas mãos. E somos muito maiores do que o nosso tamanho. Então... tudo é possível nesta Dança do Universo!
Tanto amor, todo amor, muito amor...Tudo é sempre muito, sempre tanto entre a gente. E eu amo esta NOSSA entrega e este nosso afeto lindo!

OBRIGADA PARA SEMPRE!

Agora vamos nos abraçar?
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Marla de Queiroz

sexta-feira, dezembro 23, 2011

Tempo de Amorosidade



Desconheço o autor do desenho

Natal é o tempo em que todo o amor guardado dentro de nós pede para ser derramado em forma de reconciliação, ternura, perdão. É quando a gente confraterniza tudo que construímos no ano que passou e repensamos o que poderemos acrescentar no ano que nascerá. Façamos de todas as nossas experiências anteriores, aprendizados para o nosso melhoramento amoroso como pessoa, para que nosso abraço se alargue do tamanho do horizonte, para que possamos ser gratos pela vida com suas belezas e adversidades e que possamos cumprir nossa missão nesta existência, sendo uma presença de luz, compreensão, paciência. Sejamos mais tolerantes e olhemos para o outro, mesmo com todas as suas diferenças, como uma extensão bonita de nós mesmos. Que exista amparo em nossas palavras e delicadeza em nossos gestos para que possamos contribuir com um mundo maior em alegria e esperança. Que nossos problemas sejam sempre menores que as soluções e que sejamos do tamanho dos nossos sonhos. Que a bondade esteja em nós, que a generosidade habite nossos corações e nossas vidas e que o entusiasmo guie nossos passos e nossas ações. Que não tenhamos que esperar o Natal ou o Ano Novo para festejar nosso dia a dia, mas que vivamos de tal forma que tudo em nós seja abundante amorosidade para que possamos sempre estender a nossa mão àqueles que precisarem do nosso acolhimento.
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Marla de Queiroz

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Do desejo


Desenho: Desconheço o autor

Gosto dos gostos que a gente tem quando se lambe em desgoverno de desejo. Meus poros, teus poros se abrem_ gotículas de sal do nosso suor, nosso tempero emocional de urgências. Gosto das fantasias que nos governam e das travessuras entre os lençóis, das nossas loucas experiências. Dos torpedos pornográficos ao longo do dia, do nosso sol intenso, nossas tempestades, nossa ventania. Gosto do jeito fervoroso em que começamos o dia. Gosto das tuas habilidades de amante veterano e da doçura de menino febril e carente, gosto do meu pescoço entre os teus dentes. Gosto da tua voz ao telefone, ao pé do ouvido, na gravação daquele vídeo. Gosto de cada bobagem que nos faz rir, do papo cabeça antes de dormir, da poesia inaugurando o dia, gosto dessas nossas sintonias. Gosto do sexo no chuveiro, do sofá molhado, do olhar convidativo cheio de malícia. Gosto de adormecer e despertar com tuas carícias. Gosto dessa sacanagem cheia de ternura e afeto, dessa vadiagem, desse nosso amor indiscreto. Gosto de sentir teu hálito, de beber teu cheiro, de morder tua orelha. Gosto de saber que você gosta de gostar de mim assim: meio insana, um pouco insone, um tanto irritadiça, leal, fiel, facilmente excitável... Gosto de ser tua delícia.

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Marla de Queiroz

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segunda-feira, dezembro 12, 2011

Investir no sossego do próprio coração

Foto: desconheço o autor


Investir no sossego do próprio coração é algo tão complexo por causa da sua simplicidade. Porque ser simples é uma das coisas que mais dificulta a nossa vida. Investir no sossego do próprio coração é não abrir uma brecha, que poderá virar uma represa, para alguém que não está disponível afetivamente. É prestar atenção nos sinais e indícios que a pessoa dá, logo nos primeiros encontros, do tamanho do sofrimento ou da alegria que ela poderá lhe proporcionar. É saber-se só em quaisquer situações, mesmo acompanhado, pois as consequências de nossas escolhas são absolutamente nossas.

Investir no sossego do nosso próprio coração é saber que aquilo que está doendo deverá ser extirpado e não manter apego ao sofrimento, por mais que o uso do bisturi cause quase a mesma dor. É proporcionar-se bons momentos divorciando-se de tantos lamentos. É não adiar sofrimento postergando decisões tão necessárias. É não se acomodar com a falta de excitação pelas coisas, pessoas, trabalho. É saber-se merecedor de experienciar um amor inteiro, intenso, extenso, imenso, verdadeiro... Recíproco! É aumentar, um pouquinho a cada dia, o seu tamanho. É ter a certeza e a confiança de que as coisas têm um encaixe, mas que é preciso deixar ir, ou ir ao encontro, ou conformar-se com o desencontro, ou esquecer, ou lembrar-se de outras coisas, ou relacionar-se de outra forma.

Investe no sossego do próprio coração quem não rumina o que machuca, quem não fica descascando a ferida impedindo que a mesma cicatrize, quem não se disponibiliza de maneira subserviente e em tempo integral ao ponto de ser desvalorizado ou descartável, quem não aceita menos do que merece: coisas pela metade. Investe no sossego do próprio coração quem sofre, grita, chora, mas cresce! Quem não se repete, quem se surpreende consigo mesmo, quem trabalha o desapego, quem se abre para as coisas que possuem mais calor e sensibilidade.

Investir no sossego do próprio coração é coisa que não vem com a idade, mas com a ideia de que se pode vivenciar um momento de paz e repouso, é desocupar o peito para abrir espaço para o novo, é entregar-se ao desconhecido com inocência e totalidade, é não ter medo de pronunciar verdades, é ser honesto consigo, com o outro.

Investe no sossego do próprio coração quem não se contenta com pouco.

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Marla de Queiroz

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segunda-feira, dezembro 05, 2011

Expresso das três da tarde...

Foto: Desconheço o autor


Eram as árvores misturadas ao concreto, eu toda comovida, mas nossa história frágil, flácida, interrogativa, sem solidez ou alicerces: insustentável... Através do vidro do carro eu via tantas flores com cores que eu desconhecia_ me vesti quase como elas, tudo em mim estava vivo e vibrava em tons quentes, embora o cenário frio, a cidade ausente... Mas eu levei tanto calor praquele lugar, tão sagrado aquele espaço, tantas gargalhadas foram dadas e derramadas naquele banco e eu querendo cada vez mais abraçar as pessoas e contar histórias. Eu não tinha expectativa nenhuma sobre a viagem_ foi o que te respondi_mas fui cheia de amor e de mim mesma, apenas o Tempo não estava a nosso favor; em doses homeopáticas as horas sobravam, faltavam: desencaixavam-se, desencontradas. Eram muitos compromissos e, no fundo, a gente nem tinha mais nada a fazer... Deveríamos ter nos demorado mais naquela padaria, tomado mais chá no final da noite, (atendidos pela simpática Luciene com seus sete meses de gravidez)... Ou tirado mais fotos; guardei as flores daquelas árvores na memória... A noite fria depois de um dia alegre demais, minha boina vermelha, meu cachecol verde bandeira e o carro-banheira que foi embora antes que eu pudesse trazer comigo também aquela imagem. Depois a moça estranha que me fez chorar feito criança, nem sei o que pensar, talvez fosse compaixão ou terror... Fiquei com pena daquela imensa falta de amor. E lembrei de tanta coisa junto, me senti confusa e infeliz, com frio na alma...(Acho que você gosta mais de mim nestas horas, quando preciso ser cuidada). E no quarto que era meu provisoriamente, tomei um banho de água benta pensando na cama enorme e macia, de um lado quente, do outro vazia...E o dia seguinte... Então as rodoviárias são sempre tão tristes e ficar seis horas chorando é sempre tão longo, e uma despedida sem dar adeus pela janela fica parecendo que a gente não tem ninguém que vai sentir a nossa falta ao menos um pouquinho...E eu estava magoada voltando para casa, queria ter ido mais cedo, queria ter ido mais tarde, talvez nem quisesse ter ido, mas queria chegar logo em casa dentro das horas mais lentas do mundo... E na poltrona reclinada, meu choro profundo, um desejo fundo de saber ao menos o que eu queria, pensando que você não deveria ter gasto nossos últimos minutos no shopping mais caro do mundo, cheio de lojas e pessoas vazias... Você adulterou nossa alegria.

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Marla de Queiroz

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