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sexta-feira, setembro 28, 2007

Proposta



Vem, que eu canto pra você as nossas chuvas
porque entendo esse nosso pacto com o vento.
Se nossos corações palpitarem em outras curvas e a gente se for,
é porque ainda nos nutrimos das possibilidades de outros caminhos.

(Mas, vem, que minha proposta é de um perpétuo movimento:
deste que nos faz vivos, confusos, certeiros, intensos, inteiros.)

Eu entendo essa roupa feita de jornadas.
Eu entendo essa alma impulsionada pela eterna busca.
Mas quando teu corpo inteiro só precisar de um aconchego,
te faço uma cama entre os meus seios

só pra você me contar sobre o fim do tempo da espera.

(Vem! Pra nos anteciparmos todas estas primaveras.)


*


*

Marla de Queiroz

20 comentários:

Danilo W. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Danilo W. disse...

Ai, que lindo!

Lili disse...

E q seja aceita sua porposta...
Texto maravilhoso!
Bjocas e bom findi

nauer disse...

adorei o blog.
lendo todos.
beijos até quarta.
marcos nauer

Leandro Jardim disse...

sempre bom dar uma espiadela por aqui!
:D

bjs saudosos!
Jardinzin

Carol Montone disse...

Saudades desta tua corajosa liberdade ...beijos meus

Juliana Caribé disse...

"Te faço uma cama entre os meus seios"...
Tâo lindo e simples e repleto de tanta significação.
Gosto muito!
Beijos.

Pri disse...

te linkei... beijos

Geraldo Junior disse...

Que lindo, menina! bjs

Lubi disse...

Lindo, Marla. LINDO.

~*Rebeca e Murilo*~ disse...

Marlarida, diz como é ser assim, tão maravilhosa com as palavras???

Beijo querida e bom começo de semana.

Rebeca

-

jorge mendes disse...

bjos menina do nome lindo!

Anônimo disse...

Você é a melhor coisa que já me aconteceu...

Daniely disse...

NUss...que lindos seus textos!!
Posso add seu blog??
Bju!

Anônimo disse...

Você é a melhor coisa que me aconteceu????Ai meu budinha....

Aline disse...

e com certeza irá!

vc sempre derramada em verso.

lindo.

Anônimo disse...

te amo cada vez mais / herik

paulo vigu disse...

Reformas, passagens, olhares aéreos, papelada, discos - Coloco minhas coisas numa sacola de jornada, feito personagem dessas narrativas. Sou aquele ali na estrada, poeta errante, dependente dessas sensações.Beijo na dona daqui. Riodaqui

Camila Nhary disse...

ai, ai... é isso mesmo.
Nos vemos quarta? Tô com medo de falar de amor... por enquanto.

Rener Melo disse...

É muito lindo e profundo tudo o que você escreve! *-*