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domingo, junho 10, 2007

Sobre a perda

Foto: Paulo Medeiros


Eu te prometo que um dia, o mundo vai amanhecer sem violência, pura poesia...e que vários passarinhos vão acalentar tua alma angustiada. Um dia a vida vai ser tão suportável que você vai achar bom abrir os olhos pela manhã. (A minha poesia anda muito machucada pela sua ausência.Ainda não sei quantos colos serão necessários pra reparar a perda de uma pessoa inteira. Você, que se lançou aos céus acreditando que poderia voar com suas asinhas de vidro, minha menina ingênua, perdoe a inutilidade do meu abraço atrasado).

*

*

Marla de Queiroz

19 comentários:

Juliana Pestana disse...

Dá pra mim esses versos?! Todos eles...

"Você que se lançou aos céus acreditando que poderia voar com suas asinhas de vidro, minha menina ingênua."

Nos tornamos tão crédulos quando amamos. E que bom que é assim... mas "talvez" doa. Talvez as palavras ganhem outro sentido, talvez...

Anônimo disse...

Abraços despretensiosamente confortantes daqui, meu amor.
BEIJÔ JÔ

Cacau disse...

Um grande e quente Abraço pra ti, Querida!

Clóvis disse...

Este afago contido no peito, e as palavras do ontem ressonando no tempo...perdido?Não, nunca, jamais, quandso transformado em poesia de tão pura essência.


Você é uma linda, Marlarida.


Beijo.

Rayanne disse...

Marlavida,

A saudade de ti ecoa,
Aqui dentro, o ardor
E a palavra vai a ti e revoa:

Traz branco de lua,
relâmpago,
sol-riso,

Estrela.
E ama.
E também se doa.

Anônimo disse...

'por favor...não prometa.
só não atrase o seu abraço.'

menina ingênua...não essa de que você fala...outra. igual talvez.à espera de um abraço que nunca mais chega.à espera de um mundo de poetas com passarinhos nos bolsos.

Anônimo disse...

coisa mais bonita essa. e ausência machuca, machuca mesmo. mas abraços nunca são atrasados.

beijo grande.


http://www.coisadecarol.blogspot.com

sonhadora disse...

Carpe diem!
Beijinhos embrulhados em abraços.

diovvani mendonça disse...

Acredito que a ingenuidade é poderosa, e; se torna mais ainda na medida em que ela se despe, dos trecos do intelecto. A ingenuidade... voa sim, mesmo com asinhas de vidro. Só não voa, quem não permite o voar de outrem. Não voa, quem acredita que são as asas que fazem voar. Só não voa, quem de fato, não se liberta e não liberta o outro. AbraçoDasGerais.

Leandro Jardim disse...

Muito triste isso...

bela homenagem!

beiJardins

Jefferson de Souza disse...

Deu uma dor no peito agora... Em mim, apenas ligeira e um tanto branda, é fato...
Mas a beleza dos versos conforta a dor que sente este que só vê as coisas do lado de fora...

Bjo, qrida! Saudades de vc...

Freddy Charlson disse...

a menina ingênua tanto voou que bateu suas lembranças com o teto. quebrou a cara, mas viveu de novo, em sua cabecinha e espírito, tudo aquilo que valeu a pena. e, também, suas desgraças íntimas. mas foi em frente, tentando, feito um pássaro que sai do ninho pela primeira vez, chegar ao seu limite, ao céu. pobre menina de asas de vidro e alma de menina. achou bom abrir os olhos e ver que a vida não a venceu foi-se, enfim.

Carol Montone disse...

Que lindo. Me senti assim com asas de vidro tb.........elas já quebraram tantas vezes, mas eu finjo que não vejo. Desdenho os pedaços que faltam para conseguir continuar voando.......sempre dói e dá medo.....mas é assim que ainda vejo o nascer do sol e brinco inocentemente com outros passarinhos que acreditam que o céu será mais azul hora dessas...
beijão menina talentosa
Carol Montone

Juliana Pestana disse...

E eu volto aqui agora... e leio de novo como se fosse a primeira vez.

Linda! E calo para que vc sinta a força da palavra: linda!

Não mando beijos hj, mando amor.

Anônimo disse...

Oi Linda,
Realmente muito chato o que aconteceu...Fiquei preocupado pq te achei tão abatida...mas o que se pode dizer nessas horas, né?

Pode contar com meu colo, viu?

Te amo.

Mônica Montone disse...

Os abraços nunca são tardios, querida :o)

beijos e melhoras

MM

Nando... disse...

" perdoe a inutilidade do meu abraço atrasado"

Sempre é.

=)

Antônio Alves disse...

Hum, é a segunda vez que adentro este cantinho e não me arrependi. Esse texto tem tanta cara de poema que me recuso a aceitar sua métrica, mas vai lá, para mim é um poema com versos apressados. Há braços!


Antônio Alves
No Passeio Público
Postagens às quartas e domingos

Su disse...

Lindo, li li li, e parei de novo aqui... lindo!
:)
Amei de coração este texto.
Acho até q chorei!
:)
Amanhã tem sol pra todo mundo e eu quero o meu livro! ah sim, continuo querendo memo esse livro!
:)
Promessa é pra cumprir!
Bjooo do sul.