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segunda-feira, maio 21, 2007

Visita clandestina



Foto: João Lourenço


Eu passeio por tua estrada quando você não está, porque não quero mais vê-lo ou tocá-lo.Eu passeio por tua casa quando você não está,mas não vasculho tuas gavetas, teus segredos, a intimidade repousada no silêncio dos teus bolsos, dos armários: contemplo os móveis, os livros, os discos e tudo o que está exposto__só quero a experiência. Eu passeio por tuas coisas quando você não está, pra aprender com tua casa, tua estrada e o teu mundo a suportar a tua ausência.


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Marla de Queiroz
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P.S.: Hoje tem poema meu no Manufatura.

20 comentários:

poeta matematico disse...

Sou teu fa...

Sempre leio tudo e, particularmente, os ultimos tem tido muito a ver comigo. Talvez seja a solidao dessa cidade enorme...

Bueno, bueno...

Mas ela passara, se Deus quiser...

Ah, eu estou morando no Andarai...

Sandrinha disse...

Não creio que a casa, a estrada ou a flor saibam suportar a ausência...talvez eles finjam. Tantos fazem o mesmo.

Acredito que gostem da tua companhia, Amor.

Juliana Pestana disse...

é... então eu posso dizer que...

"eu passeio pela 'sua' vida seguindo o cheiro da sua força, mas você não consegue tirar a venda dos olhos e não percebe a minha presença"

Porque vc sempre me inspira.

I'm back! ;-)

Bjo enorme e recheado de rosas... vermelhas.

Ácido Poético disse...

Seu texto é o pólem perfeito no meio dessa flor lilás que dá o tom ao seu sentimento...
Maravilhosa...
beijo lilás!
Brunø

diovvani mendonça disse...

Ô morena... ÔÔÔ morena... vamos combinar o seguinte: eu passeio por tua estrada (você estando ou não) e você passeia pela minha - tá bão? Sigamos poetando! Aprender? Você é uma das minhas mestras. AbraçoDasMontanhas.

P.E.: Não recebeu as fotos da árvore? Enviei para você semana passada. Se quiser que envio novamente me diga no diovvani@yahoo.com.br

Marla de Queiroz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paulo Vigu disse...

Ela passeia sem tocar em nada. Eu, feito um móvel da casa, a ouço pulsando, deixando restos no piso encerado, daquilo que está ausente. Riodaqui aí.

Mônica Montone disse...

Que singelo, querida :o)

E que linda essa foto sua vestida de índia :o)

beijocas

MM

Anônimo disse...

Você passeia por minha alma e pelo meu pensamento.

Beijos no sorrisão lindo!

Ah, mandei pro gmail.

Cacau disse...

Doce Marla...

Lindo poema... vc tá cada vez melhor...

ahh... adorei as fotos... as suas... deram um ar de familiariadade ao blog!!!

Fique em paz!
Bjs com carinho,
Cacau.

da gaveta disse...

uma coisa quase impossível de se aprender.

Brisa disse...

Menina dourada,


entro aqui todo dia para ler suas linhas. E, deixe-me contar um segredo: A-DO-RO!
Já faz parte das minhas semanas. Pena só ter descoberto essas suas "marlavilhosas" façanhas a tão pouco tempo.

Um beijo, quero dizer, um sopro da Brisa pra você.

Deia disse...

ahh doce Marla, que prazer vir aqui, passear nas tuas estradas é sempre bom demais.
Lindo dia
muitos beijos
( esta foto de índia, é show)

Luiza Lisboa disse...

Lindo! Buáááááá...
Posso contar um segredo? Eu passava na porta da casa do meu ex quando ele não estava. Já que eu não podia tê-lo, eu tinha um pouquinho do mundo dele!
Bjos!

Alexandre disse...

Já tinha lido vocÊ antes de fazermos parte do manufatura. É muito bonito e bom por aqui.

Anônimo disse...

Oi Linda!
Lembrei de vc hoje, vim ver como vc estava.Tô com tanta, tanta saudade. Vc tá escrevendo cada vez melhor.
Muito sucesso, viu?!

Beijos do Léo.

Clóvis disse...

Deixar que a energia restante pairando no ar, minimizando as dores, redescobrindo os caminhos, até que o vento mansinho abre a porta da sala e nos convida a caminhar, dessa vez, sem olhar pra trás.


E lá vamos, repletos de conhecimentos e novas sensações.
Inteiros, morrendo de amor e renascendo assim a cada passo, porque o amor é mágico, e só ele pode um tantão de coisas.


Meu beijo, Flor.

Rayanne disse...

Eu também, passeando tua casa,
em aprender a suportar tua ausência.

Linda.

***Estrelas***

Janaína Calaça disse...

Ausência é presença silenciosa na carne e nas lembranças. Há coisa mais presente que a saudade daquilo que um dia fomos e daquilo que um dia vivemos ao lado de alguém. A ausência preenche as horas em que estamos sós e também até aquelas em que nos forçamos a não pensar. A ausência é companheira ingrata, que segura forte nossas mãos e dança em nossas cabeças e a gente aprende muito com ela, principalmente a arte complicada de esquecer aos poucos.

Beijos, querida.

Jana

Lubi disse...

Estranho, mas bonito.
Achar bonito é um jeito de entender.

Um beijo.