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quinta-feira, março 30, 2006

Ausência

Foto: Sweet Charade

Essa paixão esquisita
Esfarelada no verso
Nada tem de efêmera
Só de excesso.
*
*
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“Por muito tempo achei que ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. Sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada em meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa assimilada, ninguém a rouba mais de mim”.
( Carlos Drummond de Andrade)

8 comentários:

Su disse...

Quando a minha mãe morreu eu tinha 20 anos, e foi mau, muito mau, fiquei sem a minha força, fiquei sem o que mais me amava, o que mais eu amava.
Quando o meu pai morreu, eu tinha 31 anos, e foi muito muito mau, acho que me perdi, parte de mim morreu.
Por mais que sinta amor, por mais que ame, nunca chega... por mais que tenha pessoas á volta, no meio da multidão, sinto um vazio... Amo no entanto, e choro e rio, e tudo na maior das confusões, com a maior das vontades, no extase da vida, descaradamente, sem medo, cheia de medo.
Vivo profundo.

Anônimo disse...

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Alain Lisboa disse...

Não sinto ausencia dos outros em relação à mim, mas de mim em relação aos outros e até a mim mesmo...

Pra mim, eu que faço o meu tempo. É como dizem por aí, exercendo o lado egoísta de ser.

É como se o fato de precisar de ajuda, companhia de alguém pra qualquer coisa que seja, estivesse sempre ali, disponível em qualquer momento que eu precisar.

Uma relação perigosa, enganosa, cheia de excessos. Que precisa se ausentar.

Muito bom o seu blog! Adorei o seu texto. Me fez refletir sobre muitas coisas necessárias!