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quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Ainda sobre o Tempo...


PÊSSEGO

Proust
Só de ouvir a voz de Albertine
entrava em orgasmo.
Se diz que:
O olhar de voyeur
tem condições de phalo
(possui o que vê).
Mas é pelo tato
Que a fonte do amor se abre.
Apalpar desabrocha o talo.
O tato é mais que o ver
É mais que o ouvir
É mais que o cheirar.
É pelo beijo que o amor
se edifica.
É no calor da boca
Que o alarme da carne grita.
E se abre docemente
Como um pêssego de Deus.

(Manoel de Barros_ "Poemas Rupestres")

Porque a saudade chega como aquela cor vermelha que colore apenas os sapatos da foto em preto e branco.
E o tempo passou...mas não o suficiente.


(Uma visita, um blecaute, uma chuva intensa durante, música alta, e a meninice, e o calor bom, e o sossego provisório da carne acesa. Da carne...)

5 comentários:

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